quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Democracia está no ar

E não somente no ar. Ela está nos carros, nos panfletos, nas placas.

Quando você abra a janela e vê o outdoor de um candidato na casa do vizinho, nos nicks, nas ondas do rádio, na tv.

Está também na conversa de duas pessoas do seu lado em algum lugar, naquele amigo chato que fica falando para você votar no candidato dele, ou diz que o seu não tem chance então é melhor não queimar seu voto.

Não podemos esquecer das pesquisas - um tanto duvidosas- que são lançadas para "mostrar" quem está ganhando.

Nos carros com alto falantes e nos trios elétricos dos candidatos que nos acordam ou interrompem nossas conversas, na maioria das vezes com músicas um tanto toscas de campanha.

A democracia também tem presença marcada na passeatas que interrompem e engarrafam o trânsito.

Nas bandeiras dos candidatos que são lançadas com mais orgulho do que a própria, e nos panfletos distribuídos tão rápido que não te deixam pensar.



Bom, acho que já deu, vocês entenderam onde quero chegar né? Mas a pergunta que eu faço é até quando essa democracia vai ficar ao nosso alcance?

Eu, humildemente, penso que tenho a resposta. Ela vai ficar até o fim das eleições e vai voltar nas próximas. Então, agora, é bom você aproveitar a sua dose de democracia, porque até as próximas eleições, nós ficaremos calados e seremos excluídos de qualquer decisão tomada em nosso país.

Referendos? Plebiscitos? Consultar a população? Não seja bobo. Nós servimos apenas para votar, para fazer com o sistema continue. Mas nós poderemos reclamar, claro que sim! Nas mesas de bares da vida, nas rodas de amigos, nas reuniões de família ou na solidão de algum momento.

Ontem, li um artigo que matou minha curiosidade sobre nossa constituição. Eu queria saber se na constituição dizia algo sobre referendos, plebiscitos, etc. E tem esse tema lá. Fala que a população tem sua participação na forma de: Sufrágio eleitoral, Referendo, Plebiscito e iniciativa popular de projeto de lei. Aí a gente se pergunta: Qual a razão de nunca sermos consultados? É simples. Agora vem a parte ruim...adivinhem só, quem decide quando seremos escutados? Os caras lá de Brasília. Novidade?

Pronto aí está. Tudo é feito por uma razão simples e clara. Agora nos cabe correr atrás e tentar mudar.

Yves.


Essa postagem tomou um rumo completamente diferente da minha intenção inicial. Na próxima vou colocar o que era meu objetivo desde o começo.

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