segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Tv "brasileira"

A cada dia me surpreendo mais com os meios de comunicação brasileiro, em especial a tv aberta, nem todas as emissoras, mas sim aquelas de grande porte. A razão? Sua péssima qualidade.
Façam a prova, passem o dia assitindo por exemplo a programação da rede globo. E em seguida, se façam tal pergunta: O que presta?

Temos por exemplo malhação, uma novela ou série, não sei classificar, que mostra um mundo perfeito, no qual seus protagonistas são perfeitos. Mas antes disso tem sessão da tarde, com cada filme... A partir das seis horas temos as novelas! De um certo tempo para cá, eu venho escutando a mesma coisa de todas as pessoas: "Não tem mais tema para novela! Tá repetindo tudo!". Depois disso tudo temos o jornal nacional, que tem uma coisa engraçada. Quem assiste acha que está informado e pronto para discutir qualquer assunto, pobre mortal.

Tirando tudo isso, o que me chamou a atenção são os programas "clonados" das tv's estrangeiras. Essa semana eu parei para lembrar quantos são, consegui lembrar de vários, mas com certeza existem muito mais. Temos por exemplo troca de esposas e de maridos; o lata velha, do péssimo "Caldeirão do Huck; o sucesso de ibope "BBB"; "Ídolos" versão do "American Idols", essa daí tem uma característica que me fez rir sozinho, depois de copiar o programa para ter certeza que ia dar certo, resolveram copiar cada personagem do programa original (o "American Idol"), o comportamente de cada um é idêntido - tem o zangado, a mulher boazinha e o cara zero à esquerda; não podemos esquecer daquele das construções de casas, no qual o ingrediente principal do programa é o sofrimento de alguém, quanto mais a pessoa sofrer na vida, melhor para a audiência.

Esses daí foram alguns que lembrei agora, mas com certeza devem existir outros.

Qual a razão de ter que se copiar? Seria difícil pegar os bilhões que são ganhos por esses emissoras e investir em algo de qualidade? Porque esses daí são audiência certa, mesmo que não acrescentem nada ao intelectual de nossa população, o que é o desejado por todos no poder, deixar a grande massa em um limbo das mesmice.

Tais programas "brasileiros" seguem a tal formula do mercado: Gasto mínimo, lucros astrônomicos. Isso junto com a certeza de o que faz sucesso fora irá fazer aqui.

Quer um exemplo?

O maravilhosos livros de escutar, isso mesmo você não leu errado. A cerca de um ano atrás, um professor me disse que isso era moda nos Estados Unidos, e também que em pouco tempo estaria aqui nas nossas plateleiras fazendo sucesso. Então outro dia estou em uma livraria, quando me deparo com tal "tecnologia". E me fiz outra pergunta: Qual a graça de se escutar um livro?????

Então faço um pedido se explodam as suas tv's ou parem de assistir isso.

Obs: Os originais também são uma lixo.

A cópia... O original....

sábado, 11 de outubro de 2008

Crise Americana do Mercado Mundial

Retirado site estadao.com.br:
















"Paulson observou ainda que enquanto os Estados Unidos formataram seu próprio plano de resgate aos bancos, outros países também estão estudando opções apropriadas para suas próprias realidades. "O plano de resgate de US$ 700 bilhões será usado não apenas para comprar e assegurar ativos hipotecários, mas também para comprar ações de instituições financeiras", disse. "Estamos trabalhando para desenvolver um programa padronizado que seja aberto a uma ampla gama de instituições financeiras." As informações são da Dow Jones."

17 anos depois de terminar de combater seu pior inimigo, os EUA resolvem adotar medidas comunistas. Primeiramente, dando um bico na bunda do Adam Smith e mandando ver na intervenção do Estado na economia. Recentemente, mais especificamente essa semana, o Secretário do Tesouro Americano, Henry Paulson, deu essa declaração de que os EUA irão comprar ações das empresas falidas, estatizando-as enquanto estão desta maneira para depois vender de novo quando se revalorizarem. Bonito isso, não é?


Depois de defender tanto o Neoliberalismo, as privatizações e a alegria neoimperialista (dominação/invasão econômica), taí a socialização do capitalismo.

Falta apenas os EUA investirem no setor social agora. Começaria bem criando o 1° hospital público do país. Ah, evidente que isso só ocorre caso as mega-empresas de seguros permitam. Como lá o Lobby é legal, ou seja, empresários de setores estratégicos financiam a campanha de um certo candidato para depois receber benefícios quando o tal é eleito, a probabilidade disso ocorrer é quase nula.


É o que aconteceu com o nosso queridíssimo George W. Bush, a puta bancada. Financiado por empresas petrolíferas, bélicas e de construção, foi eleito e logo arrumou uma guerra – Iraque - para satisfazer seus interesses, com a desculpa heróica de que estava salvando o mundo ao combater o Terrorismo. Invadiu, matou, destruiu tudo, dominou os poços de petróleo da região. Deixou todo o terreno pronto para que seus Cafetões possam agora aproveitar.


É isso.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Clima de Política

Pois é. Em ano de eleição parece que todo mundo é engajado, conhecedor de propostas e consciente do poder de seu voto. Antes fosse.
Nossa política ainda é uma piada. Não dá para levar a sério artistas, famosos que, por serem conhecidos acham que vão ser bons políticos. Ainda tem os professores que vão salvar a educação, os doutores - reis da saúde - e o PM, que tem a medida certa para a segurança. Parece que ninguém tem a idéia de que é preciso haver um equilíbrio entre todos os setores. O que adianta ter escola se a criança não está saudável? Ou então, uma centro educacional que só tem disponível balas perdidas no Recreio.













Que país é esse que elege Clodovil e Fernando Collor?!

De fato, o Brasil é um país de democracia recente, o povo ainda está aprendendo a votar e tenho até boas esperanças em alguns poucos candidatos da nova geração ou naqueles de um histórico invejável.

Vejo que atualmente a população assiste muito distante aos acontecimentos políticos, preferem até se absterem, citando a máxima: "Todo político é corrupto mesmo, vou votar nulo/branco". Sendo assim, ela perde também o direito de reclamar da situação de seu Estado. Toda generalização é idiota, sem dúvida.
Bons deviam ser os tempos de grande eventos, discursos, comícios públicos. Apesar de serem considerados compradores de votos, a multidão politicamente ativa se via muito mais seduzida a se envolver, conhecer o canditato. Agora o que se vê é a força militar nas ruas, principalmente da zona oeste, para 'garantir' a segurança, mostrando a distância na relação eleitor-candidato.
Não sei se alguém reparou mas esse ano não tivemos debates na TV, aquele que era visto como uma novela pelos telespectadores, entretendo devido ao bate-boca causado pela discórdia dos figuras. Taí outro distanciamento.

O momento de viver a política não deveria ser apenas no domingo. Não deveria ser considerado uma obrigação, um fardo pesado dos preguiçosos. É uma vergonha isso.

Se está ruim, não vai ser ignorando que as coisas vão mudar.

Boa votação à todos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Democracia está no ar

E não somente no ar. Ela está nos carros, nos panfletos, nas placas.

Quando você abra a janela e vê o outdoor de um candidato na casa do vizinho, nos nicks, nas ondas do rádio, na tv.

Está também na conversa de duas pessoas do seu lado em algum lugar, naquele amigo chato que fica falando para você votar no candidato dele, ou diz que o seu não tem chance então é melhor não queimar seu voto.

Não podemos esquecer das pesquisas - um tanto duvidosas- que são lançadas para "mostrar" quem está ganhando.

Nos carros com alto falantes e nos trios elétricos dos candidatos que nos acordam ou interrompem nossas conversas, na maioria das vezes com músicas um tanto toscas de campanha.

A democracia também tem presença marcada na passeatas que interrompem e engarrafam o trânsito.

Nas bandeiras dos candidatos que são lançadas com mais orgulho do que a própria, e nos panfletos distribuídos tão rápido que não te deixam pensar.



Bom, acho que já deu, vocês entenderam onde quero chegar né? Mas a pergunta que eu faço é até quando essa democracia vai ficar ao nosso alcance?

Eu, humildemente, penso que tenho a resposta. Ela vai ficar até o fim das eleições e vai voltar nas próximas. Então, agora, é bom você aproveitar a sua dose de democracia, porque até as próximas eleições, nós ficaremos calados e seremos excluídos de qualquer decisão tomada em nosso país.

Referendos? Plebiscitos? Consultar a população? Não seja bobo. Nós servimos apenas para votar, para fazer com o sistema continue. Mas nós poderemos reclamar, claro que sim! Nas mesas de bares da vida, nas rodas de amigos, nas reuniões de família ou na solidão de algum momento.

Ontem, li um artigo que matou minha curiosidade sobre nossa constituição. Eu queria saber se na constituição dizia algo sobre referendos, plebiscitos, etc. E tem esse tema lá. Fala que a população tem sua participação na forma de: Sufrágio eleitoral, Referendo, Plebiscito e iniciativa popular de projeto de lei. Aí a gente se pergunta: Qual a razão de nunca sermos consultados? É simples. Agora vem a parte ruim...adivinhem só, quem decide quando seremos escutados? Os caras lá de Brasília. Novidade?

Pronto aí está. Tudo é feito por uma razão simples e clara. Agora nos cabe correr atrás e tentar mudar.

Yves.


Essa postagem tomou um rumo completamente diferente da minha intenção inicial. Na próxima vou colocar o que era meu objetivo desde o começo.