domingo, 6 de dezembro de 2009

OlímPiadas, clichê mas verídico

editorial sobre olimpiadas e brasil


A comemoração nacional pela escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 não foi pouca, no entanto é preciso controlar a euforia e rever as circunstâncias em que nos encontramos. Tivemos, em 2007, a experiência dos jogos Pan-americanos que, apesar de considerado um sucesso, não deixou nenhum legado positivo para o estado carioca, apenas obras superfaturadas e parques esportivos praticamente abandonados.
Como o Parque Aquático Maria Lenk, um complexo esportivo de alto nível que funciona apenas como um elefante branco e a Arena Olímpica, que funciona para tudo menos para esportes. Diversos artistas internacionais já se apresentaram lá desde sua posse pelo HSBC, enquanto nenhum jovem carente pôde entrar lá para praticar qualquer esporte.
Isso nos faz lembrar o caráter elitista que um evento esportivo como esse tem. Para os “gringos” a cidade maravilhosa foi realmente maravilhosa durante o Pan, mas para os moradores de favelas, ocupadas massivamente por todas as forças armadas do país, o clima não era de festa.
Com exército ou não, o Brasil é um país conhecido por seu histórico de corrupção e impunidade de dar inveja a muitos marajás e magnatas, precisa então ter muita transparência em suas obras das obras públicas para que não se repita tais escândalos de superfaturamento no maior evento esportivo do mundo. Mesmo a estrutura especial na Controladoria Geral da União que Dilma Rousseff pretende fazer para administrar as contas, não garante, muito menos nos deixa confiantes em relação a esses projetos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009