quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novos veículos, novos mercados, nova interação




Cada vez mais, o mundo corporativo se vê à mercê da internet. Gutemberg teria um enfarte se se deparasse com tamanha revolução nos meios de comunicação, com uma reprodutibilidade de conteúdos incalculável, em uma rapidez tão absurda que acabou com limites territoriais. Mesmo o executivo mais conservador, nostálgico, que nega todo tipo de tecnologia é obrigado a viver esta realidade virtual. Coisas que hoje parecem tão simples, como um e-mail, um celular, viraram necessidade básica para qualquer empresa. Com isso, a qualidade e, principalmente, a eficiência do trabalho sofreram uma interferência significativa, possibilitando uma nova forma de adquirir o que toda corporação ama: lucro.
Os desatentos podem pensar que estas mudanças ocorreram apenas internamente. Muito pelo contrário: o que mais se transformou foi como cada empresa ganhou visibilidade e a possibilidade de expor seus produtos a um custo extremamente reduzido. Se antes elas só tinham apenas anúncios impressos, outdoors, busdoors ou qualquer tipo de mobiliário urbano, agora abriu-se portas com as novas mídias, incluindo internet, no seu sentido mais amplo, e as redes sociais. Desta forma, a via de comunicação não ficou apenas com o anunciante indo atrás do cliente, porque ele mesmo pode, onde estiver, acessar o material de uma determinada empresa, se informar sobre ela e até consumir seus produtos ou conceitos.
Tal divulgação “gratuita” capilariza as marcas, espalha por todo canto logomarcas e campanhas publicitárias, extrapolando qualquer público-alvo específico que um marketeiro possa ter planejado. A consequência direta deste relacionamento mais íntimo com o consumidor exige, sob qualquer circunstância, um cuidado peculiar em relação à qualidade do que é oferecido. Como dizem, qualidade é “commoditie” e não há espaços para falhas na internet. Na mesma proporção em que alguém pode pegar o link do seu site/produto/serviço para mostrar o quanto ele é bom, o quanto ele se identifica e o quanto aquilo pode agregar para outras pessoas, esta mesma pessoa pode destruir toda a identidade criada, acumulada com anos de trabalho, espalhando um conteúdo que não foi lapidado cautelosamente. A forma de se espalhar é a mesma: mídias sociais.
Não faltam exemplos de empresas que entraram nos Trending Topics do Twitter, os assuntos mais falados/compartilhados/comentados de um país ou até do mundo, para serem difamadas por um serviço mal prestado. Está na boca do povo: é muito mais fácil ficar conhecido por ser péssimo em algo, por ter feito algo errado, do que por ter acertado em cheio. Assim, a polêmica é aberta e todos querem participar, se exibir e ler o que outras pessoas estão comentando. Um dos mais recentes foi o caso da verejista Ricardo Eletro, em que um cliente insatisfeito, que provavelmente trabalhava com web, resolveu criar um site muito bem estruturado com o nome de “Ricardo não, mamãe!”. Nele, há um vídeo explicando a situação da compra, a precariedade do atendimento e o descaso com o consumidor. Ou seja, uma simples venda não-cumprida gerou uma mobilização de diversas pessoas e, imediatamente, a desvalorização da marca.
No entanto, quando estas ferramentas virtuais são bem utilizadas, explorando a interatividade e com a intenção de criar vínculos personificados com o internauta e usuário em potencial, a resposta é incalculavelmente positiva. A boa reputação, unida à uma boa identidade virtual, não apenas visual, mas também estrutural, com um cuidado especial destinado a qualquer lugar onde a marca apareça, contribui para este branding. O que pode ser visto como um dos pontos positivos é a resposta imediata do internauta a qualquer ação que se crie. Seguindo a tendência do Facebook, podemos dizer que com um mero clique, ele curte o que você publicou e ao mesmo tempo compartilha com os amigos deles, com a sua rede social, de interesses específicos, que possivelmente tem objetivos e aspirações similares às dele, que também serão impactados, e assim a história segue ad infinitum. Resumindo, é um feedback instantâneo que ainda gera alta visibilidade, gratuitamente.
O problema se dá quando estas mídias são usados como uma espécie de Fale Conosco. Da mesma forma que uma pessoa se manifesta rapidamente, ela exige uma resposta ainda mais imediata. Caso não haja um monitoramento de tais veículos, com pessoas qualificadas trabalhando direta e diariamente, a empresa pode ser prejudicada e, dependendo das proporções, virar mais uma piada internacional.
Compartilhar informações, a auto-expressão, hoje em dia é entretenimento. Cabe aos executivos visionários, que buscam lucro e expansão, pensar e investir na área. Se darem conta deste relacionamento direto que, por enquanto, custa bem menos que anunciar na mídia tradicional e pode trazer resultados significativos para a sua reputação. Adotar estratégias que tragam percepções como inovador, contemporâneo, moderno, estiloso são o minímo que se pode fazer para acompanhar este mundo tão dinâmico. Apesar de vivermos revoluções diárias, os clichês ainda estão muito vivos. Afinal, percebe-se que o mercado tem que ir aonde o cliente está.

(Texto para o curso Comunicação Corporativa da prof. Marilene Lopes : PUC-Rio)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

The Decline - NOFX (tradução)



De onde vêm todas as pessoas estúpidas?
E como elas conseguiram ser tão bobas?
Cultivadas nas redondezas das terras roxas alimentam ondas âmbares de grãos para diminuir os seres humanos, sem sentimentos.
Some a conta dos direitos, subtraia os erros. Não há respostas!
Memorize e cante músicas decoradas com estrelas brilhantes.
Enquanto as perguntas nunca serão feitas.
Tem alguém aprendendo com o passado?
Não pense, fique, beba seu vinho (em casa), assista o fogo queimar.
Problemas dele, não meus!
Apenas seja aquele cidadão modelo.
Comece com a suposição de que um milhão de pessoas são mais espertas que uma!
O homem que costumava falar interpreta uma rotina bonitinha.
Sinta-se um pouco padronizado.
Não sinta-se mal, eles acharam um jeito na sua cabeça e você se sente um pouco enganado.
Não é isso, eles não se importam!
Ponha um valor na sua ambição, um valor no seu orgulho.
A televisão está colocando um pensamento dentro de sua cabeça:
Porque tentar derrotá-los, quando outros um milhão já tentaram?
Isso não faz você ligar. Não foi projetado para fazer você ligar. Eles estão apostando que você não vai se importar (você não vai!).
Perdeu a batalha, perdeu a guerra.
Perdeu as coisas pelas quais valiam viver.
Perdeu o desejo de ganhar a luta.
Mais uma pílula para acabar a dor.
E então nós continuamos, com nossas vidas.
Nós sabemos a verdade, mas preferimos mentiras.
Mentiras são simples, simples é felicidade.
Por que ir contra a tradição enquanto nós podemos admitir derrotas?
Seja a vítima de nosso próprio projeto:
O "status quo", construído sob suspeita.
Por que alguém deveria arrancar pescoços deles, caros membros do clube "Nós Conseguimos o Nosso"?
Eu gostaria de apresentá-los ao nosso patrocinador.
Ele obteve o dele, e eu consegui o meu, conheçam o declínio.

domingo, 6 de dezembro de 2009

OlímPiadas, clichê mas verídico

editorial sobre olimpiadas e brasil


A comemoração nacional pela escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 não foi pouca, no entanto é preciso controlar a euforia e rever as circunstâncias em que nos encontramos. Tivemos, em 2007, a experiência dos jogos Pan-americanos que, apesar de considerado um sucesso, não deixou nenhum legado positivo para o estado carioca, apenas obras superfaturadas e parques esportivos praticamente abandonados.
Como o Parque Aquático Maria Lenk, um complexo esportivo de alto nível que funciona apenas como um elefante branco e a Arena Olímpica, que funciona para tudo menos para esportes. Diversos artistas internacionais já se apresentaram lá desde sua posse pelo HSBC, enquanto nenhum jovem carente pôde entrar lá para praticar qualquer esporte.
Isso nos faz lembrar o caráter elitista que um evento esportivo como esse tem. Para os “gringos” a cidade maravilhosa foi realmente maravilhosa durante o Pan, mas para os moradores de favelas, ocupadas massivamente por todas as forças armadas do país, o clima não era de festa.
Com exército ou não, o Brasil é um país conhecido por seu histórico de corrupção e impunidade de dar inveja a muitos marajás e magnatas, precisa então ter muita transparência em suas obras das obras públicas para que não se repita tais escândalos de superfaturamento no maior evento esportivo do mundo. Mesmo a estrutura especial na Controladoria Geral da União que Dilma Rousseff pretende fazer para administrar as contas, não garante, muito menos nos deixa confiantes em relação a esses projetos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Brasil

Aí está o link de uma reportagem do Brasil de Fato. De acordo com a matéria o Deputado Regis de Oliveira quer mudar a constituição, dando aquela "enxugada". Vale a pena conferir, é de interesse de todos!


http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/proposta-quer-retirar-direitos-sociais-da-constituicao

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sou mais que 220 caracteres e você?



Os formulários de inscrições, para se candidatar às vagas de estágios ou empregos, são sempre complicados demais, com diversos truques e macetes de como se preencher corretamente. No entanto, o local mais complicado de começar a escrever é aquele que pede para você se resumir em 220 caracteres, ou mais dependendo da empresa.

Sempre que chego nessa parte, paro e penso: Como que eu vou me definir resumidamente em 220 caracteres? Será que é possível? Alguém pode fazer isso? Se espremer em alguns espaços, não se esqueça que as batidas na tecla espaço já estão contadas. Afinal, cada pessoa tem suas experiências, sentimentos, visão de mundo, opiniões, personalidade, sensibilidades e o mais importante a sua essência. Esses fatores tem e devem ser levados em conta na hora de se fazer uma avaliação de cada indivíduo.

O pequeno exemplo dado acima, em minha opinião, é somente o reflexo do mundo no qual vivemos, nada mais que isso. Um mundo veloz, avassalador, perigoso, que não se importa com cada um, você tem ou não tem o que é necessário, as suas particularidades são deixadas de lado. Aliás, quanto mais essas diferenças forem retiradas, apagadas e esquecidas, moldando, no final, pessoas iguais, tanto na aparência quanto no pensar, o resultado final é para o mercado o melhor possível. Dessa forma todos irão correr para se adaptar, pensando no que será importante no seu futuro (será mesmo importante?) e largando pelo caminho a sua essência.

Tendo isso em mente, não é difícil entender a razão por que a depressão é uma das doenças que mais assola a população mundial, e será a maior em alguns anos, segundo especialistas. A partir daí, dúvidas surgem e minha certeza de que tudo está errado só cresce e se afirma. Afinal, minha essência, personalidade, sensibilidade, experiências, visão de mundo e opiniões valem mais que 220 caracteres. E as suas?

Tráfico de Almas - filme - recomendo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O seu, o meu, o nosso entretenimento de cada dia.



Os dias passam, as horas passam, semanas, meses, anos. A cada leitura a percepção e o senso crítico de qualquer pessoa ficam mais aguçados, sempre buscando algo novo e melhor. Nesse caminho da percepção, algo novo me bateu e como tudo nesse mundo louco, me deixou preocupado.
Os meios de comunicação, especialmente aqueles rápidos, que por terem determinada característica, passam a lançar mão de qualquer informação para se manterem atualizados(?). Conseguem continuar fazendo uso dessa artimanha porque há quem a consuma. Essa artimanha tem o nome de entretenimento. Como pode se entender, o entretenimento não vem para fazer informar, enriquecer, crescer, novos horizontes se abrirem aos olhos do leitor, mas sim para distrair, divertir e servir de passatempo. Portanto, as pessoas querem é isso e nada demais! Toneladas de entretenimento, se possível diárias... Alguém duvida? É só conferir.
Depois de perceber isso, tarefa nada árdua, vem a grande questão: Por que?
Qual a razão de a maioria das pessoas somente quererem isso e nada mais? Ou se entreter e em seguida ter o desejo de conseguir adquirir conhecimento?( Algo que na minha opinião é completamente viável, apesar de já ter ouvido respostas negativas para essa questão).
A razão para isso é a rapidez do mundo. Essa rapidez influi diretamente na formação de cada pessoa, ainda mais na forma como crescemos (a maioria) grudados em telas, assistindo aos espetáculos velozes, explosões, desenhos com milhares de ações acontecendo em um segundo, cada um com sagas que duram anos. Enfim, depois de anos dessa forma, alguns conseguem se salvar, mas por outro lado milhares são perdidos.
Então, é chegado o momento de sentar, ler e conhecer novos horizontes, mas o indivíduo não consegue ficar parado e se concentrar. Tudo isso passou a compor um sistema impossível devido aos anos transcorridos, nos quais tudo foi rápido, entregue e consumido rapidamente sem nenhum pensar.
O conhecimento requer anos. O entretenimento vem embalado em diversas formas, conteúdos e duração para que o seu comprador se sinta a vontade e escolha o que lhe convém. Daí a facilidade.


* Ainda não sou ninguém e sei pouca coisa.