terça-feira, 1 de dezembro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Brasil

Aí está o link de uma reportagem do Brasil de Fato. De acordo com a matéria o Deputado Regis de Oliveira quer mudar a constituição, dando aquela "enxugada". Vale a pena conferir, é de interesse de todos!


http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/proposta-quer-retirar-direitos-sociais-da-constituicao

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sou mais que 220 caracteres e você?



Os formulários de inscrições, para se candidatar às vagas de estágios ou empregos, são sempre complicados demais, com diversos truques e macetes de como se preencher corretamente. No entanto, o local mais complicado de começar a escrever é aquele que pede para você se resumir em 220 caracteres, ou mais dependendo da empresa.

Sempre que chego nessa parte, paro e penso: Como que eu vou me definir resumidamente em 220 caracteres? Será que é possível? Alguém pode fazer isso? Se espremer em alguns espaços, não se esqueça que as batidas na tecla espaço já estão contadas. Afinal, cada pessoa tem suas experiências, sentimentos, visão de mundo, opiniões, personalidade, sensibilidades e o mais importante a sua essência. Esses fatores tem e devem ser levados em conta na hora de se fazer uma avaliação de cada indivíduo.

O pequeno exemplo dado acima, em minha opinião, é somente o reflexo do mundo no qual vivemos, nada mais que isso. Um mundo veloz, avassalador, perigoso, que não se importa com cada um, você tem ou não tem o que é necessário, as suas particularidades são deixadas de lado. Aliás, quanto mais essas diferenças forem retiradas, apagadas e esquecidas, moldando, no final, pessoas iguais, tanto na aparência quanto no pensar, o resultado final é para o mercado o melhor possível. Dessa forma todos irão correr para se adaptar, pensando no que será importante no seu futuro (será mesmo importante?) e largando pelo caminho a sua essência.

Tendo isso em mente, não é difícil entender a razão por que a depressão é uma das doenças que mais assola a população mundial, e será a maior em alguns anos, segundo especialistas. A partir daí, dúvidas surgem e minha certeza de que tudo está errado só cresce e se afirma. Afinal, minha essência, personalidade, sensibilidade, experiências, visão de mundo e opiniões valem mais que 220 caracteres. E as suas?

Tráfico de Almas - filme - recomendo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O seu, o meu, o nosso entretenimento de cada dia.



Os dias passam, as horas passam, semanas, meses, anos. A cada leitura a percepção e o senso crítico de qualquer pessoa ficam mais aguçados, sempre buscando algo novo e melhor. Nesse caminho da percepção, algo novo me bateu e como tudo nesse mundo louco, me deixou preocupado.
Os meios de comunicação, especialmente aqueles rápidos, que por terem determinada característica, passam a lançar mão de qualquer informação para se manterem atualizados(?). Conseguem continuar fazendo uso dessa artimanha porque há quem a consuma. Essa artimanha tem o nome de entretenimento. Como pode se entender, o entretenimento não vem para fazer informar, enriquecer, crescer, novos horizontes se abrirem aos olhos do leitor, mas sim para distrair, divertir e servir de passatempo. Portanto, as pessoas querem é isso e nada demais! Toneladas de entretenimento, se possível diárias... Alguém duvida? É só conferir.
Depois de perceber isso, tarefa nada árdua, vem a grande questão: Por que?
Qual a razão de a maioria das pessoas somente quererem isso e nada mais? Ou se entreter e em seguida ter o desejo de conseguir adquirir conhecimento?( Algo que na minha opinião é completamente viável, apesar de já ter ouvido respostas negativas para essa questão).
A razão para isso é a rapidez do mundo. Essa rapidez influi diretamente na formação de cada pessoa, ainda mais na forma como crescemos (a maioria) grudados em telas, assistindo aos espetáculos velozes, explosões, desenhos com milhares de ações acontecendo em um segundo, cada um com sagas que duram anos. Enfim, depois de anos dessa forma, alguns conseguem se salvar, mas por outro lado milhares são perdidos.
Então, é chegado o momento de sentar, ler e conhecer novos horizontes, mas o indivíduo não consegue ficar parado e se concentrar. Tudo isso passou a compor um sistema impossível devido aos anos transcorridos, nos quais tudo foi rápido, entregue e consumido rapidamente sem nenhum pensar.
O conhecimento requer anos. O entretenimento vem embalado em diversas formas, conteúdos e duração para que o seu comprador se sinta a vontade e escolha o que lhe convém. Daí a facilidade.


* Ainda não sou ninguém e sei pouca coisa.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ska da Terra do Sol Nascente




Música! Com certeza uma coisa maravilhosa, cada vez que você pensa que encontrou uma banda ou cantor que te encanta, e nada mais irá te surpreender, novamente algo novo aparece e você sente aquele nervoso na nuca empolgante ao escutar um novo material.


No meu caso, a última surpresa veio tem pouco tempo, mas de muito longe para ser mais preciso do outro lado do mundo, Tokyo, Japão. A banda Tokyo Ska Paradise Orchestra, é bem antiga, mas eu não a conhecia. O que mais me deixou estonteado, foi a banda ser do Japão. Pode até ser idiotice minha, mas quem imagina uma banda de japoneses tocando ska, mega animados no palco, vestidos com ternos rosa rs? Eu confesso que nunca tinha pensado nisso. Quando escutei a primeira coisa foi ir no youtube e ver com meus próprios olhos que realmente eram japoneses, que tinham feito as música que me deixam com vontade de sair pulando e cantando na rua (quem nunca teve vontade de fazer isso?). Depois disso foi só baixar cd's sem parar, porque não são poucos o primeiro pelo que eu consegui ver é de 89. Então leva um tempo.




Tokyo Ska Paradise Orchestra é formada por:





Yanaka Atushi - Baritone Sax

Gamo - Tenor Sax

Ohmori Hajime - Percussions

Motegi Kinichi - Drums

Kitahara Masahiko - Trombone

Nargo - Trumpet

Kato Takashi - Guitar

Hiyamuta Tatsuyuki - Alto Sax

Kawakami Tsuyoshi - Bass

Oki Yuichi - Keyboards





segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sarney e Kafka















Eu louvo demais nossos políticos!
Hoje, no mesmo dia, em um lugar não muito distante daqui chamado Brasil:

Nosso sábio presidente Lula (tenho uma teoria que ele é um grande ator, o melhor de todos os tempos, encarnando um pobretão, falido e miserável sofredor, utilizando metáforas forçadas - quando ele dá pistas da sua atuação - e vítima da ELITE (muita similiaridade com o mito do terror vermelho, eles que estão em todos os lugares, nos perseguindo para nos matar e comer nossas crianças que nem o Smeagol))
Enfim, voltando, Luiz Inácio disse que comprovar o encontro da ministra Dilma com a secretária, era simples: SÓ PEGAR A AGENDA E VER!
Quem não anota suas coisas na agenda, não é?
Se não tá na agenda, pronto! fim de papo! não houve nada! é por isso que ele é nosso presidente! um Gênio! (e olha que eu apoio o Lula em certos poucos aspectos, juro.)


Agora vem a melhor:
Sarney, para se defender das acusações do Estadão comparou-se com o personagem K. do livro de Kafka, "O Processo". Na obra em questão, o personagem é acusado de um crime mas ninguém lhe diz qual. Nessas circunstâncias, ele se pergunta: "Por que estão todos contra mim se eu não fiz nada?", a mesma frase que Sarney utilizou ao se defender no Senado.
Se ele sequer leu o livro, talvez se lembre que no final do livro o personagem é considerado culpado, aceita sua culpa e, em seguida, é morto. (desculpem o spoiler)

Bom, né? =)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sem Limites, sem escrúpulos

Ao tratar de juventude inconsequente, drogas, violência, morte e amizade, Trainspotting (1996) torna-se um dos longas-metragens mais polêmicos já lançados na história do cinema. O filme conta com duas figuras que deram um alavancada na carreira após seu lançamento: Danny Boyle, como diretor, que foi premiado com o Oscar de Melhor Filme com Quem quer ser um Milionário? (Slumdog Millionaire – 2008) e Ewan McGregor, como protagonista, interpretando Mark Renton, sendo hoje em dia um dos atores mais cotados de Hollywood.
Inspirado em um romance homônimo de Irvine Welsh, o longa começa com Renton falando: "Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadora, carro, CD Player e abridor de latas elétrico. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver. Escolhi outra coisa. Os motivos? Não há motivos. Quem precisa de motivos quando tem heroína?”. É nesse nível que o enredo se desenvolve. Danny Boyle não hesitou em mostrar sem pudor cenas do vício e as seqüelas na vida de cada um, rumando à destruição completa da vida de cada um ou da amizade.
É notável a quantidade de metáforas e o excelente uso da linguagem cinematográfica e da trilha sonora codificando a mensagem de forma clara. Enquanto as cenas de humor se misturam com as de violência, predominando uma atmosfera tragicômica no filme. Momentos como quando Renton, após decidir largar o vício e começar a sofrer de abstinência, busca meios de amenizar sua situação. Sem opções satisfatoriamente boas, ele se encontra com um traficante ralé que lhe dá supositórios de ópio. O imprevisto é que as cápsulas demoram a fazer efeito, e a falta da droga lhe provoca uma diarréia incontrolável, fazendo com que ele tenha de entrar no, como diz o filme, “Pior banheiro da Escócia”. Após se aliviar, o protagonista se lembra da medicação e, literalmente, mergulha na privada, em meio aos dejetos para pega-la.
Outra situação exposta é ter um bebê no mesmo local em que eles se drogam, sugerindo ao espectador a regressão que eles sofrem quando estão drogados: completamente vulneráveis, infantilizados, dependentes da droga como um bebê depende da mãe. Tudo isso logo é demonstrado na parte em que Allison (Susan Vidler) aparece gritando, inconsolável, e vai acordando todos. O bebê, pelo abandono, está morto no berço mas mesmo assim ninguém expressa nenhuma reação, até que Sick Boy (Jonny Lee Miller) diz a Renton: “Diga algo, Mark! Diga algo!” que responde apenas: “Vou preparar um pico.”
A ironia se faz presente em diversas partes no filme, quando como Mark Renton tem uma relação sexual com uma menor de idade e fica com medo de ser preso, enquanto em nenhum momento de sua loucura ilícita com as drogas, chegou a pensar em cadeia. Críticas como essa em relação à inconseqüência dos jovens e até ao senso comum com suas drogas socialmente aceitas, expressas através de Begbie (Robert Carlyle), fumante e alcoólatra violento, o único que não se droga no grupo, mas está longe de ser o mais correto. Seu desprezo por “essas coisas químicas” é compensado pela insanidade completa, arrumando brigas por diversão.
O filme propõe vários questionamentos sobre a moral, mas, propositalmente, não responde a nenhum deixando ao espectador a reflexão. Um clássico entre os “junkies” e os cults, fundamental a qualquer um que queira conhecer a complexidade de uma mente dependente e até bater de frente com uma realidade muito presente no mundo contemporâneo.