quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novos veículos, novos mercados, nova interação




Cada vez mais, o mundo corporativo se vê à mercê da internet. Gutemberg teria um enfarte se se deparasse com tamanha revolução nos meios de comunicação, com uma reprodutibilidade de conteúdos incalculável, em uma rapidez tão absurda que acabou com limites territoriais. Mesmo o executivo mais conservador, nostálgico, que nega todo tipo de tecnologia é obrigado a viver esta realidade virtual. Coisas que hoje parecem tão simples, como um e-mail, um celular, viraram necessidade básica para qualquer empresa. Com isso, a qualidade e, principalmente, a eficiência do trabalho sofreram uma interferência significativa, possibilitando uma nova forma de adquirir o que toda corporação ama: lucro.
Os desatentos podem pensar que estas mudanças ocorreram apenas internamente. Muito pelo contrário: o que mais se transformou foi como cada empresa ganhou visibilidade e a possibilidade de expor seus produtos a um custo extremamente reduzido. Se antes elas só tinham apenas anúncios impressos, outdoors, busdoors ou qualquer tipo de mobiliário urbano, agora abriu-se portas com as novas mídias, incluindo internet, no seu sentido mais amplo, e as redes sociais. Desta forma, a via de comunicação não ficou apenas com o anunciante indo atrás do cliente, porque ele mesmo pode, onde estiver, acessar o material de uma determinada empresa, se informar sobre ela e até consumir seus produtos ou conceitos.
Tal divulgação “gratuita” capilariza as marcas, espalha por todo canto logomarcas e campanhas publicitárias, extrapolando qualquer público-alvo específico que um marketeiro possa ter planejado. A consequência direta deste relacionamento mais íntimo com o consumidor exige, sob qualquer circunstância, um cuidado peculiar em relação à qualidade do que é oferecido. Como dizem, qualidade é “commoditie” e não há espaços para falhas na internet. Na mesma proporção em que alguém pode pegar o link do seu site/produto/serviço para mostrar o quanto ele é bom, o quanto ele se identifica e o quanto aquilo pode agregar para outras pessoas, esta mesma pessoa pode destruir toda a identidade criada, acumulada com anos de trabalho, espalhando um conteúdo que não foi lapidado cautelosamente. A forma de se espalhar é a mesma: mídias sociais.
Não faltam exemplos de empresas que entraram nos Trending Topics do Twitter, os assuntos mais falados/compartilhados/comentados de um país ou até do mundo, para serem difamadas por um serviço mal prestado. Está na boca do povo: é muito mais fácil ficar conhecido por ser péssimo em algo, por ter feito algo errado, do que por ter acertado em cheio. Assim, a polêmica é aberta e todos querem participar, se exibir e ler o que outras pessoas estão comentando. Um dos mais recentes foi o caso da verejista Ricardo Eletro, em que um cliente insatisfeito, que provavelmente trabalhava com web, resolveu criar um site muito bem estruturado com o nome de “Ricardo não, mamãe!”. Nele, há um vídeo explicando a situação da compra, a precariedade do atendimento e o descaso com o consumidor. Ou seja, uma simples venda não-cumprida gerou uma mobilização de diversas pessoas e, imediatamente, a desvalorização da marca.
No entanto, quando estas ferramentas virtuais são bem utilizadas, explorando a interatividade e com a intenção de criar vínculos personificados com o internauta e usuário em potencial, a resposta é incalculavelmente positiva. A boa reputação, unida à uma boa identidade virtual, não apenas visual, mas também estrutural, com um cuidado especial destinado a qualquer lugar onde a marca apareça, contribui para este branding. O que pode ser visto como um dos pontos positivos é a resposta imediata do internauta a qualquer ação que se crie. Seguindo a tendência do Facebook, podemos dizer que com um mero clique, ele curte o que você publicou e ao mesmo tempo compartilha com os amigos deles, com a sua rede social, de interesses específicos, que possivelmente tem objetivos e aspirações similares às dele, que também serão impactados, e assim a história segue ad infinitum. Resumindo, é um feedback instantâneo que ainda gera alta visibilidade, gratuitamente.
O problema se dá quando estas mídias são usados como uma espécie de Fale Conosco. Da mesma forma que uma pessoa se manifesta rapidamente, ela exige uma resposta ainda mais imediata. Caso não haja um monitoramento de tais veículos, com pessoas qualificadas trabalhando direta e diariamente, a empresa pode ser prejudicada e, dependendo das proporções, virar mais uma piada internacional.
Compartilhar informações, a auto-expressão, hoje em dia é entretenimento. Cabe aos executivos visionários, que buscam lucro e expansão, pensar e investir na área. Se darem conta deste relacionamento direto que, por enquanto, custa bem menos que anunciar na mídia tradicional e pode trazer resultados significativos para a sua reputação. Adotar estratégias que tragam percepções como inovador, contemporâneo, moderno, estiloso são o minímo que se pode fazer para acompanhar este mundo tão dinâmico. Apesar de vivermos revoluções diárias, os clichês ainda estão muito vivos. Afinal, percebe-se que o mercado tem que ir aonde o cliente está.

(Texto para o curso Comunicação Corporativa da prof. Marilene Lopes : PUC-Rio)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

The Decline - NOFX (tradução)



De onde vêm todas as pessoas estúpidas?
E como elas conseguiram ser tão bobas?
Cultivadas nas redondezas das terras roxas alimentam ondas âmbares de grãos para diminuir os seres humanos, sem sentimentos.
Some a conta dos direitos, subtraia os erros. Não há respostas!
Memorize e cante músicas decoradas com estrelas brilhantes.
Enquanto as perguntas nunca serão feitas.
Tem alguém aprendendo com o passado?
Não pense, fique, beba seu vinho (em casa), assista o fogo queimar.
Problemas dele, não meus!
Apenas seja aquele cidadão modelo.
Comece com a suposição de que um milhão de pessoas são mais espertas que uma!
O homem que costumava falar interpreta uma rotina bonitinha.
Sinta-se um pouco padronizado.
Não sinta-se mal, eles acharam um jeito na sua cabeça e você se sente um pouco enganado.
Não é isso, eles não se importam!
Ponha um valor na sua ambição, um valor no seu orgulho.
A televisão está colocando um pensamento dentro de sua cabeça:
Porque tentar derrotá-los, quando outros um milhão já tentaram?
Isso não faz você ligar. Não foi projetado para fazer você ligar. Eles estão apostando que você não vai se importar (você não vai!).
Perdeu a batalha, perdeu a guerra.
Perdeu as coisas pelas quais valiam viver.
Perdeu o desejo de ganhar a luta.
Mais uma pílula para acabar a dor.
E então nós continuamos, com nossas vidas.
Nós sabemos a verdade, mas preferimos mentiras.
Mentiras são simples, simples é felicidade.
Por que ir contra a tradição enquanto nós podemos admitir derrotas?
Seja a vítima de nosso próprio projeto:
O "status quo", construído sob suspeita.
Por que alguém deveria arrancar pescoços deles, caros membros do clube "Nós Conseguimos o Nosso"?
Eu gostaria de apresentá-los ao nosso patrocinador.
Ele obteve o dele, e eu consegui o meu, conheçam o declínio.

domingo, 6 de dezembro de 2009

OlímPiadas, clichê mas verídico

editorial sobre olimpiadas e brasil


A comemoração nacional pela escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 não foi pouca, no entanto é preciso controlar a euforia e rever as circunstâncias em que nos encontramos. Tivemos, em 2007, a experiência dos jogos Pan-americanos que, apesar de considerado um sucesso, não deixou nenhum legado positivo para o estado carioca, apenas obras superfaturadas e parques esportivos praticamente abandonados.
Como o Parque Aquático Maria Lenk, um complexo esportivo de alto nível que funciona apenas como um elefante branco e a Arena Olímpica, que funciona para tudo menos para esportes. Diversos artistas internacionais já se apresentaram lá desde sua posse pelo HSBC, enquanto nenhum jovem carente pôde entrar lá para praticar qualquer esporte.
Isso nos faz lembrar o caráter elitista que um evento esportivo como esse tem. Para os “gringos” a cidade maravilhosa foi realmente maravilhosa durante o Pan, mas para os moradores de favelas, ocupadas massivamente por todas as forças armadas do país, o clima não era de festa.
Com exército ou não, o Brasil é um país conhecido por seu histórico de corrupção e impunidade de dar inveja a muitos marajás e magnatas, precisa então ter muita transparência em suas obras das obras públicas para que não se repita tais escândalos de superfaturamento no maior evento esportivo do mundo. Mesmo a estrutura especial na Controladoria Geral da União que Dilma Rousseff pretende fazer para administrar as contas, não garante, muito menos nos deixa confiantes em relação a esses projetos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Brasil

Aí está o link de uma reportagem do Brasil de Fato. De acordo com a matéria o Deputado Regis de Oliveira quer mudar a constituição, dando aquela "enxugada". Vale a pena conferir, é de interesse de todos!


http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/proposta-quer-retirar-direitos-sociais-da-constituicao

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sou mais que 220 caracteres e você?



Os formulários de inscrições, para se candidatar às vagas de estágios ou empregos, são sempre complicados demais, com diversos truques e macetes de como se preencher corretamente. No entanto, o local mais complicado de começar a escrever é aquele que pede para você se resumir em 220 caracteres, ou mais dependendo da empresa.

Sempre que chego nessa parte, paro e penso: Como que eu vou me definir resumidamente em 220 caracteres? Será que é possível? Alguém pode fazer isso? Se espremer em alguns espaços, não se esqueça que as batidas na tecla espaço já estão contadas. Afinal, cada pessoa tem suas experiências, sentimentos, visão de mundo, opiniões, personalidade, sensibilidades e o mais importante a sua essência. Esses fatores tem e devem ser levados em conta na hora de se fazer uma avaliação de cada indivíduo.

O pequeno exemplo dado acima, em minha opinião, é somente o reflexo do mundo no qual vivemos, nada mais que isso. Um mundo veloz, avassalador, perigoso, que não se importa com cada um, você tem ou não tem o que é necessário, as suas particularidades são deixadas de lado. Aliás, quanto mais essas diferenças forem retiradas, apagadas e esquecidas, moldando, no final, pessoas iguais, tanto na aparência quanto no pensar, o resultado final é para o mercado o melhor possível. Dessa forma todos irão correr para se adaptar, pensando no que será importante no seu futuro (será mesmo importante?) e largando pelo caminho a sua essência.

Tendo isso em mente, não é difícil entender a razão por que a depressão é uma das doenças que mais assola a população mundial, e será a maior em alguns anos, segundo especialistas. A partir daí, dúvidas surgem e minha certeza de que tudo está errado só cresce e se afirma. Afinal, minha essência, personalidade, sensibilidade, experiências, visão de mundo e opiniões valem mais que 220 caracteres. E as suas?

Tráfico de Almas - filme - recomendo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O seu, o meu, o nosso entretenimento de cada dia.



Os dias passam, as horas passam, semanas, meses, anos. A cada leitura a percepção e o senso crítico de qualquer pessoa ficam mais aguçados, sempre buscando algo novo e melhor. Nesse caminho da percepção, algo novo me bateu e como tudo nesse mundo louco, me deixou preocupado.
Os meios de comunicação, especialmente aqueles rápidos, que por terem determinada característica, passam a lançar mão de qualquer informação para se manterem atualizados(?). Conseguem continuar fazendo uso dessa artimanha porque há quem a consuma. Essa artimanha tem o nome de entretenimento. Como pode se entender, o entretenimento não vem para fazer informar, enriquecer, crescer, novos horizontes se abrirem aos olhos do leitor, mas sim para distrair, divertir e servir de passatempo. Portanto, as pessoas querem é isso e nada demais! Toneladas de entretenimento, se possível diárias... Alguém duvida? É só conferir.
Depois de perceber isso, tarefa nada árdua, vem a grande questão: Por que?
Qual a razão de a maioria das pessoas somente quererem isso e nada mais? Ou se entreter e em seguida ter o desejo de conseguir adquirir conhecimento?( Algo que na minha opinião é completamente viável, apesar de já ter ouvido respostas negativas para essa questão).
A razão para isso é a rapidez do mundo. Essa rapidez influi diretamente na formação de cada pessoa, ainda mais na forma como crescemos (a maioria) grudados em telas, assistindo aos espetáculos velozes, explosões, desenhos com milhares de ações acontecendo em um segundo, cada um com sagas que duram anos. Enfim, depois de anos dessa forma, alguns conseguem se salvar, mas por outro lado milhares são perdidos.
Então, é chegado o momento de sentar, ler e conhecer novos horizontes, mas o indivíduo não consegue ficar parado e se concentrar. Tudo isso passou a compor um sistema impossível devido aos anos transcorridos, nos quais tudo foi rápido, entregue e consumido rapidamente sem nenhum pensar.
O conhecimento requer anos. O entretenimento vem embalado em diversas formas, conteúdos e duração para que o seu comprador se sinta a vontade e escolha o que lhe convém. Daí a facilidade.


* Ainda não sou ninguém e sei pouca coisa.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ska da Terra do Sol Nascente




Música! Com certeza uma coisa maravilhosa, cada vez que você pensa que encontrou uma banda ou cantor que te encanta, e nada mais irá te surpreender, novamente algo novo aparece e você sente aquele nervoso na nuca empolgante ao escutar um novo material.


No meu caso, a última surpresa veio tem pouco tempo, mas de muito longe para ser mais preciso do outro lado do mundo, Tokyo, Japão. A banda Tokyo Ska Paradise Orchestra, é bem antiga, mas eu não a conhecia. O que mais me deixou estonteado, foi a banda ser do Japão. Pode até ser idiotice minha, mas quem imagina uma banda de japoneses tocando ska, mega animados no palco, vestidos com ternos rosa rs? Eu confesso que nunca tinha pensado nisso. Quando escutei a primeira coisa foi ir no youtube e ver com meus próprios olhos que realmente eram japoneses, que tinham feito as música que me deixam com vontade de sair pulando e cantando na rua (quem nunca teve vontade de fazer isso?). Depois disso foi só baixar cd's sem parar, porque não são poucos o primeiro pelo que eu consegui ver é de 89. Então leva um tempo.




Tokyo Ska Paradise Orchestra é formada por:





Yanaka Atushi - Baritone Sax

Gamo - Tenor Sax

Ohmori Hajime - Percussions

Motegi Kinichi - Drums

Kitahara Masahiko - Trombone

Nargo - Trumpet

Kato Takashi - Guitar

Hiyamuta Tatsuyuki - Alto Sax

Kawakami Tsuyoshi - Bass

Oki Yuichi - Keyboards





segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sarney e Kafka















Eu louvo demais nossos políticos!
Hoje, no mesmo dia, em um lugar não muito distante daqui chamado Brasil:

Nosso sábio presidente Lula (tenho uma teoria que ele é um grande ator, o melhor de todos os tempos, encarnando um pobretão, falido e miserável sofredor, utilizando metáforas forçadas - quando ele dá pistas da sua atuação - e vítima da ELITE (muita similiaridade com o mito do terror vermelho, eles que estão em todos os lugares, nos perseguindo para nos matar e comer nossas crianças que nem o Smeagol))
Enfim, voltando, Luiz Inácio disse que comprovar o encontro da ministra Dilma com a secretária, era simples: SÓ PEGAR A AGENDA E VER!
Quem não anota suas coisas na agenda, não é?
Se não tá na agenda, pronto! fim de papo! não houve nada! é por isso que ele é nosso presidente! um Gênio! (e olha que eu apoio o Lula em certos poucos aspectos, juro.)


Agora vem a melhor:
Sarney, para se defender das acusações do Estadão comparou-se com o personagem K. do livro de Kafka, "O Processo". Na obra em questão, o personagem é acusado de um crime mas ninguém lhe diz qual. Nessas circunstâncias, ele se pergunta: "Por que estão todos contra mim se eu não fiz nada?", a mesma frase que Sarney utilizou ao se defender no Senado.
Se ele sequer leu o livro, talvez se lembre que no final do livro o personagem é considerado culpado, aceita sua culpa e, em seguida, é morto. (desculpem o spoiler)

Bom, né? =)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sem Limites, sem escrúpulos

Ao tratar de juventude inconsequente, drogas, violência, morte e amizade, Trainspotting (1996) torna-se um dos longas-metragens mais polêmicos já lançados na história do cinema. O filme conta com duas figuras que deram um alavancada na carreira após seu lançamento: Danny Boyle, como diretor, que foi premiado com o Oscar de Melhor Filme com Quem quer ser um Milionário? (Slumdog Millionaire – 2008) e Ewan McGregor, como protagonista, interpretando Mark Renton, sendo hoje em dia um dos atores mais cotados de Hollywood.
Inspirado em um romance homônimo de Irvine Welsh, o longa começa com Renton falando: "Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadora, carro, CD Player e abridor de latas elétrico. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver. Escolhi outra coisa. Os motivos? Não há motivos. Quem precisa de motivos quando tem heroína?”. É nesse nível que o enredo se desenvolve. Danny Boyle não hesitou em mostrar sem pudor cenas do vício e as seqüelas na vida de cada um, rumando à destruição completa da vida de cada um ou da amizade.
É notável a quantidade de metáforas e o excelente uso da linguagem cinematográfica e da trilha sonora codificando a mensagem de forma clara. Enquanto as cenas de humor se misturam com as de violência, predominando uma atmosfera tragicômica no filme. Momentos como quando Renton, após decidir largar o vício e começar a sofrer de abstinência, busca meios de amenizar sua situação. Sem opções satisfatoriamente boas, ele se encontra com um traficante ralé que lhe dá supositórios de ópio. O imprevisto é que as cápsulas demoram a fazer efeito, e a falta da droga lhe provoca uma diarréia incontrolável, fazendo com que ele tenha de entrar no, como diz o filme, “Pior banheiro da Escócia”. Após se aliviar, o protagonista se lembra da medicação e, literalmente, mergulha na privada, em meio aos dejetos para pega-la.
Outra situação exposta é ter um bebê no mesmo local em que eles se drogam, sugerindo ao espectador a regressão que eles sofrem quando estão drogados: completamente vulneráveis, infantilizados, dependentes da droga como um bebê depende da mãe. Tudo isso logo é demonstrado na parte em que Allison (Susan Vidler) aparece gritando, inconsolável, e vai acordando todos. O bebê, pelo abandono, está morto no berço mas mesmo assim ninguém expressa nenhuma reação, até que Sick Boy (Jonny Lee Miller) diz a Renton: “Diga algo, Mark! Diga algo!” que responde apenas: “Vou preparar um pico.”
A ironia se faz presente em diversas partes no filme, quando como Mark Renton tem uma relação sexual com uma menor de idade e fica com medo de ser preso, enquanto em nenhum momento de sua loucura ilícita com as drogas, chegou a pensar em cadeia. Críticas como essa em relação à inconseqüência dos jovens e até ao senso comum com suas drogas socialmente aceitas, expressas através de Begbie (Robert Carlyle), fumante e alcoólatra violento, o único que não se droga no grupo, mas está longe de ser o mais correto. Seu desprezo por “essas coisas químicas” é compensado pela insanidade completa, arrumando brigas por diversão.
O filme propõe vários questionamentos sobre a moral, mas, propositalmente, não responde a nenhum deixando ao espectador a reflexão. Um clássico entre os “junkies” e os cults, fundamental a qualquer um que queira conhecer a complexidade de uma mente dependente e até bater de frente com uma realidade muito presente no mundo contemporâneo.

sábado, 25 de abril de 2009

O Gênio Woody Allen


Nasceu em 1° de dezembro de 1935 um dos mais renomados cineastas ainda atuantes: Woody Allen. Recordista de indicações ao Oscar, impressiona até por sua presença rara nas cerimônias. Sua obra-prima, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Annie Hall, 1977) rendeu-lhe os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz para Diane Keaton,com quem tinha um relacionamento amoroso na época. Intrigante como seus filmes, Woody surpreendeu ao manter o costume de tocar clarinete com sua banda de Jazz em vez de receber a estatueta ao vivo.
Sua carreira teve início bem antes do reconhecimento. Aos três anos de idade, sua mãe o levou para ver “Branca de Neve” e, a partir desse dia o cineasta reconheceu seu habitat, tornando o cinema seu segundo lar. Aos 15, com um QI notavelmente elevado, começou a escrever e a mandar piadas para os jornais de Nova Iorque, sua cidade natal. Por ser tímido, abandonou o nome Allan Stewart Koningsberg, criando o pseudônimo Woody Allen com o intuito de não ser reconhecido por seus colegas de escola caso seu nome aparecesse no jornal.
Contrastando com sua personalidade, suas obras são sempre dinâmicas, com doses de refinado humor, às vezes trágico, noutras irônico e com finais nada convencionais como em seu filme O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream, 2007), em que o conflito entre os irmãos, interpretados por Ewan McGregor e Colin Farrell, termina de uma forma definitiva. Uma característica comum aos seus longas-metragens é o fato de tratarem de problemáticas psicológicas, com personagens complexos e cheios de traumas pessoais, mostrado em filmes como o já citado Annie Hall, em que o casal, sempre em conflito e dialogando, dá a forma à obra. Quando atua, o diretor/roteirista/ator passa uma imagem autobiográfica, pois sua filmografia se confunde com biografia em diversos aspectos, além de se espelhar em parte e ser uma forma de manifestação de seus gostos. Uma vez que se interessa demasiadamente por Jazz, mágica e mulheres, Allen une tudo isso no filme Scoop – O grande Furo (Scoop, 2006), contracenando com a musa Scarlett Johansson e Huck Jackman. Nesse, como em quase todos seus trabalhos, pode-se encontrar seus temas clichês, constantemente abordados pelo diretor, como satirizar Deus, Judaísmo (por ter sido criado como judeu), relacionamentos amorosos, psicanálise e os fracassos da vida.
Apesar de ter como característica lançar grandes filmes, muitos críticos consideram o período em que Woody fechou contrato com a DreamWorks, por volta de 2000, a sua pior fase. Mesmo com atores conceituados, “Dirigindo no Escuro” (Hollywood Ending, 2002), “Igual a tudo na vida” (Anything Else, 2003), “Melinda e Melinda” (Melinda and Melinda, 2004) não tiveram a repercussão de seus filmes anteriores, como “Manhattan” (Manhattan, 1979), “Poderosa Afrodite” (Mighty Aphrodite, 1995) e “Bananas” (Bananas, 1971) que beiram o brilhantismo.
Com o fim de seu contrato com a empresa de Steven Spielberg, Woody Allen voltou ao gênero drama ao lançar “Ponto Final” (Matchpoint, 2005). Graças a ele, recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar por Melhor Roteiro Original, retornando, assim, à sua boa fase. Esta obra é marcante também por ser seu o primeiro filme com a diva Scarlett Johansson que o acompanhou posteriormente em “Scoop” e em seu mais recente, “Vicky Cristina Barcelona” (Vicky Cristina Barcelona, 2008), em que atua ao lado de Penélope Cruz, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme.
Woody é um dos cineastas mais atuantes da história do cinema com uma média de quase um filme por ano em sua carreira. É um ícone fundamental a todo cinéfilo que se preze. No entanto, acima de sua fama, mantém ainda a humildade ou a ironia ao se descrever: “As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que eu sou intelectual, porque uso óculos, e que sou artista, porque meus filmes sempre perdem dinheiro”.

sábado, 14 de março de 2009

A resposta da Humanidade

É, estamos de volta com força total e com muita polêmica!

Esse minha postagem agora vai ser meio que um Post-resposta à postagem do meu camarada de blog.


Vemos, sim diversas mudanças em nossa socidade desde que o primeiro parafuso/broca/chip entrou no mundo. A questão é se realmente um dia eles nos substituirão por completo, sob forma de dominação, invertendo os papéis no melhor estilo Matrix Revolutions aí da vida. Sendo bem direto: eu acredito que não.

Por mais 'humanos' que possam ser os futuros robôs eles nunca terão a capacidade criativa que o homem tem. Trocando em miúdos, eles nunca farão qualquer tipo de arte. Podem, como a Máquina Violinista, realizar, executar mas mesmo assim eles não são nada mais do que CDs modernizados e customizados que nos poupam de apertar o play.

Casos, ainda, como de professores ou qualquer tipo de palestrante com o intuito de ensinar certo assunto a alguém nunca serão substituídos. Se pudessem, já teriam sido pois seria só apertar o bendito botão play de alguma gravação e todos seriam 'felizes'.

Na área de comunicação, como haveria a seleção e a hierarquização da notícia? É impossível automatizar isso!

Quanto à companhia amorosa, poderia até dar certo. Aliás, já dá lá no Japão - onde mais seria?!- em que a companhia de uma robô custa o mesmo que a de uma garota de programa. A meu ver, é o famoso caso do fracasso social, da frustração amorosa e a consequente desistência e auto-descrença. Nada contra as donzelas da noite mas elas bem podem perder espaço para as moças movidas à óleo.


Afinal, fica a pergunta: até que ponto o filme Inteligência Artificial é um filme de ficção??

terça-feira, 10 de março de 2009

O Futuro Me Amedronta

Nós estamos de volta!



Depois de um tempo sem inspiração e em seguida férias, que realmente tira toda atenção de uma pessoa.


Mesmo depois de tanto tempo guardei tema na minha cabeça durante um certo tempo, o título diz tudo, irei falar sobre o futuro o que acho que pode acontecer com a humanidade, e claro se tratando de futuro espero que todos entendam que essa postagem vai "viajar" em algumas possibilidades.






Observando a evolução das tecnologias, eu fico me perguntando cada vez mais se em algum ponto do futuro nós, seres humanos, teremos um espaço nos diversos campos de trabalho. A cada dia vejo que diversos tipos de trabalhos estão sumindo, e nós estamos sendo substituidos por nossos amigos os robôs. Quando digo robôs, me refiro a qualquer coisa, mesmo que seja um braço que coloque parafusos.
Agora com cinco dedos.....



Meu medo do futuro aumentou mais ainda, quando eu assisti uma reportagem de um novo amigo robô que sabia tocar violino, e ainda por cima as músicas clássicas ( por favor, não me peçam para lembrar quais são que é pedir demais).




Meu bom senhor Jesus Cristo, que loucura! Isso me deixou com mais dúvidas na cabeça do tipo será que no futuro irão existir ,por exemplo, professores? ou não será mais fácil colocar um robô para dar aula? Passando tudo para os alunos de forma rápida, controlável e o melhor o novo professor não fica doente, não tira férias entre outras coisas!




Serão necessários jornalistas ou médicos? As notícias podem muito bem ser passadas automaticamente e os texto escritos das mesma forma. Quanto aos médicos, um robô com todas as informações sobre doenças no seu banco de dados poderia identificar cada doença e receitar tal remédio. Remédio que seria comprado em uma farmácia, que poderia ter um atendente robô, que tal? e uma caixa que funcione sem a necessidade de uma pessoa?




Me chamem de louco, rs, mas se tratando de futuro, acredito em várias possibilidades.




Enquanto procurava algumas fotos para ilustrar essa postagem, achei uma entrevista que elevou o meu medo ao máximo.


O cientista da computação David Levy lançou um livro que estudou as relações entre a gente e os robôs, segundo ele com a evolução deles no futuro vai ser possível, que aconteça casamentos de pessoas com robôs. Ainda sou louco? rs


O link da entrevista vem a seguir:










Se o caminho continuar sendo esse, imaginem o que pode acontecer com as relações entre os seres humanos? Não será necessário se relacionar, qualquer um vai poder ter quem quiser no momento em que quiser. Nesse caso só consigo ver o lado ruim da situação: o isolamento do indivíduos.




Dança do Robô

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal Gostosão com Papai Noel Saradão












Já viram a propaganda do supermercado Prezunic pra essa temporada de Natal?

É a pura representação da sociedade hedonista, do prazer, ferindo a moral familiar. Posso estar sendo meio conservador mas, cara não perdoaram nem o Papai Noel!

Tá certo se quiserem se divertir com clipes pornográficos de HipHop, se quiserem chupar o pirulito na Loja de Doces, Dançar Créu ou ver as Curvas da Fergie! mas têm mesmo que botar até o Bom Velhinho de forma erótica?!

Vagabundo é foda ai!

Essa época nunca me empolga muito, não. Eu na minha vidinha boa como muito e ainda bato um papo com a família mas não é pra todo mundo que o Natal é feliz, obviamente! Ainda mais se você tiver que se preocupar com a forma física em pleno nascimento de Jesus por causa do Prezunic!

É isso! Divirtam-se com seus perus!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Niilismo

É impressionante como o ser humano é esquizofrênico. Horas deseja algo, noutra quer outra coisa completamente diferente, ou então não quer nada.

Quem conseguir de alguma forma compreender uma pessoa de forma completa, por favor me avise porque neste instante creio que não há compreensão nem razão para nenhuma atitude, muito menos explicação para o que acontece nas relações humanas.

Há, apenas, o simples desejo individual a qualquer custo, a prazer pessoal/instantâneo. Quem, de fato, se importa com os outros? Ou ainda, com uma satisfação mútua? Quem é realmente racional? Ninguém: essa que é a "graça".

O pior de tudo é a inevitável expectativa. A maldita que quanto maior é, maior a decepção que a acompanha. Prevenido é quem não espera nada de ninguém, vive da surpresa de cada momento, possivelmente mais esclarecido e satisfeito com seu estado.

Então destrua tudo, perca a crença mas começe tudo de novo de outra forma: Sem pensar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Holanda é aqui












Ou pelo menos parece ser! Olha essa foto! É de Santa Catarina, em estado de calamidade, tudo molhado, alagado e úmido! As ruas viraram bacias hidrográficas!

Se isso sempre aconteceu lá, nunca noticiaram antes! Parece o Sri Lanka quando passou a Tsunami por lá.
Pelo que eu me lembre o Brasil não faz parte dos Países Baixos, ou seja, países abaixo do nível do mar.. então, fenômeno natural foi o que não foi. Mesmo que se fosse, nós estariamos ocupando o lugar errado no ecossistema e a natureza estaria(está) praticamente gritando isso para nós.

Onde é o nosso lugar certo? Se tal sequer existe, não é? O homem é o único ser vivo que consegue se adaptar a qualquer ambiente mas tem que necessariamente ocupar eles todos?

Isso aí é outro aviso da Mãe Natureza mostrando como as coisas não vão bem, a única força que até agora o ser humano não conseguiu controlar, nem deve conseguir. Aliás, ele vem até acentuando a força da própria com a maldita poluição - aumentando o calor, evaporando mais, chovendo mais, matando mais.

O maneiro é ficar rico e destruir o mundo ou destruir o mundo ficando rico?


Erick Ligneul

um dia depois de eu postar, isso aqui saiu na BBC Brasil. é só clicar

domingo, 2 de novembro de 2008

Grafite Político

Hoje vou postar o site de um grafiteiro britânico, quem já conhece muito bem, quem não passe a conhecer. Ninguém sabe sua idêntidade, apenas o lugar aonde nasceu e cresceu. Fora a mensagem que é passada, o mais impressionante são os grafites!

Tudo na loja virtual do artista é de graça se alguém quiser baixar.

É isso aí! Abraço!



http://www.banksy.co.uk/menu.html




segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Tv "brasileira"

A cada dia me surpreendo mais com os meios de comunicação brasileiro, em especial a tv aberta, nem todas as emissoras, mas sim aquelas de grande porte. A razão? Sua péssima qualidade.
Façam a prova, passem o dia assitindo por exemplo a programação da rede globo. E em seguida, se façam tal pergunta: O que presta?

Temos por exemplo malhação, uma novela ou série, não sei classificar, que mostra um mundo perfeito, no qual seus protagonistas são perfeitos. Mas antes disso tem sessão da tarde, com cada filme... A partir das seis horas temos as novelas! De um certo tempo para cá, eu venho escutando a mesma coisa de todas as pessoas: "Não tem mais tema para novela! Tá repetindo tudo!". Depois disso tudo temos o jornal nacional, que tem uma coisa engraçada. Quem assiste acha que está informado e pronto para discutir qualquer assunto, pobre mortal.

Tirando tudo isso, o que me chamou a atenção são os programas "clonados" das tv's estrangeiras. Essa semana eu parei para lembrar quantos são, consegui lembrar de vários, mas com certeza existem muito mais. Temos por exemplo troca de esposas e de maridos; o lata velha, do péssimo "Caldeirão do Huck; o sucesso de ibope "BBB"; "Ídolos" versão do "American Idols", essa daí tem uma característica que me fez rir sozinho, depois de copiar o programa para ter certeza que ia dar certo, resolveram copiar cada personagem do programa original (o "American Idol"), o comportamente de cada um é idêntido - tem o zangado, a mulher boazinha e o cara zero à esquerda; não podemos esquecer daquele das construções de casas, no qual o ingrediente principal do programa é o sofrimento de alguém, quanto mais a pessoa sofrer na vida, melhor para a audiência.

Esses daí foram alguns que lembrei agora, mas com certeza devem existir outros.

Qual a razão de ter que se copiar? Seria difícil pegar os bilhões que são ganhos por esses emissoras e investir em algo de qualidade? Porque esses daí são audiência certa, mesmo que não acrescentem nada ao intelectual de nossa população, o que é o desejado por todos no poder, deixar a grande massa em um limbo das mesmice.

Tais programas "brasileiros" seguem a tal formula do mercado: Gasto mínimo, lucros astrônomicos. Isso junto com a certeza de o que faz sucesso fora irá fazer aqui.

Quer um exemplo?

O maravilhosos livros de escutar, isso mesmo você não leu errado. A cerca de um ano atrás, um professor me disse que isso era moda nos Estados Unidos, e também que em pouco tempo estaria aqui nas nossas plateleiras fazendo sucesso. Então outro dia estou em uma livraria, quando me deparo com tal "tecnologia". E me fiz outra pergunta: Qual a graça de se escutar um livro?????

Então faço um pedido se explodam as suas tv's ou parem de assistir isso.

Obs: Os originais também são uma lixo.

A cópia... O original....

sábado, 11 de outubro de 2008

Crise Americana do Mercado Mundial

Retirado site estadao.com.br:
















"Paulson observou ainda que enquanto os Estados Unidos formataram seu próprio plano de resgate aos bancos, outros países também estão estudando opções apropriadas para suas próprias realidades. "O plano de resgate de US$ 700 bilhões será usado não apenas para comprar e assegurar ativos hipotecários, mas também para comprar ações de instituições financeiras", disse. "Estamos trabalhando para desenvolver um programa padronizado que seja aberto a uma ampla gama de instituições financeiras." As informações são da Dow Jones."

17 anos depois de terminar de combater seu pior inimigo, os EUA resolvem adotar medidas comunistas. Primeiramente, dando um bico na bunda do Adam Smith e mandando ver na intervenção do Estado na economia. Recentemente, mais especificamente essa semana, o Secretário do Tesouro Americano, Henry Paulson, deu essa declaração de que os EUA irão comprar ações das empresas falidas, estatizando-as enquanto estão desta maneira para depois vender de novo quando se revalorizarem. Bonito isso, não é?


Depois de defender tanto o Neoliberalismo, as privatizações e a alegria neoimperialista (dominação/invasão econômica), taí a socialização do capitalismo.

Falta apenas os EUA investirem no setor social agora. Começaria bem criando o 1° hospital público do país. Ah, evidente que isso só ocorre caso as mega-empresas de seguros permitam. Como lá o Lobby é legal, ou seja, empresários de setores estratégicos financiam a campanha de um certo candidato para depois receber benefícios quando o tal é eleito, a probabilidade disso ocorrer é quase nula.


É o que aconteceu com o nosso queridíssimo George W. Bush, a puta bancada. Financiado por empresas petrolíferas, bélicas e de construção, foi eleito e logo arrumou uma guerra – Iraque - para satisfazer seus interesses, com a desculpa heróica de que estava salvando o mundo ao combater o Terrorismo. Invadiu, matou, destruiu tudo, dominou os poços de petróleo da região. Deixou todo o terreno pronto para que seus Cafetões possam agora aproveitar.


É isso.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Clima de Política

Pois é. Em ano de eleição parece que todo mundo é engajado, conhecedor de propostas e consciente do poder de seu voto. Antes fosse.
Nossa política ainda é uma piada. Não dá para levar a sério artistas, famosos que, por serem conhecidos acham que vão ser bons políticos. Ainda tem os professores que vão salvar a educação, os doutores - reis da saúde - e o PM, que tem a medida certa para a segurança. Parece que ninguém tem a idéia de que é preciso haver um equilíbrio entre todos os setores. O que adianta ter escola se a criança não está saudável? Ou então, uma centro educacional que só tem disponível balas perdidas no Recreio.













Que país é esse que elege Clodovil e Fernando Collor?!

De fato, o Brasil é um país de democracia recente, o povo ainda está aprendendo a votar e tenho até boas esperanças em alguns poucos candidatos da nova geração ou naqueles de um histórico invejável.

Vejo que atualmente a população assiste muito distante aos acontecimentos políticos, preferem até se absterem, citando a máxima: "Todo político é corrupto mesmo, vou votar nulo/branco". Sendo assim, ela perde também o direito de reclamar da situação de seu Estado. Toda generalização é idiota, sem dúvida.
Bons deviam ser os tempos de grande eventos, discursos, comícios públicos. Apesar de serem considerados compradores de votos, a multidão politicamente ativa se via muito mais seduzida a se envolver, conhecer o canditato. Agora o que se vê é a força militar nas ruas, principalmente da zona oeste, para 'garantir' a segurança, mostrando a distância na relação eleitor-candidato.
Não sei se alguém reparou mas esse ano não tivemos debates na TV, aquele que era visto como uma novela pelos telespectadores, entretendo devido ao bate-boca causado pela discórdia dos figuras. Taí outro distanciamento.

O momento de viver a política não deveria ser apenas no domingo. Não deveria ser considerado uma obrigação, um fardo pesado dos preguiçosos. É uma vergonha isso.

Se está ruim, não vai ser ignorando que as coisas vão mudar.

Boa votação à todos!